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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Seu Nome Escrito no Papel



Que lindo nossos filhos
Cinco foi demais
O amor que se cala
Mas a dor transparece
Mas o que parece?
É que você não se abala
O tempo passa implacável
Porque a vida não se escala
Seu gesto e seu ódio perfeito
Fazem de mim o algoz
Cartas de amor
Sorvetes sem sabor
Agressão espiritual
Tens acreditado
Em seu feito
Sair de casa
Sair da sua vida
Meu romance condenado
É a única esperança
A começar de tudo
Estou sozinha
Mas feliz
Apaguei e rasguei a minha mente
Aquelas lembranças
Na qual sustentei e acreditei
Apaixonadamente
Meu grito era de liberdade
Choros noturnos minha realidade
Aqueles hematomas... era a minha carta de soltura.
Eu estava próximo da verdade
Meu ídolo, minhas coisas, nada era perfeito para mim
Eu procurava uma espécie de raridade.
O convicto que criei
A vida me ensinou
Tais maneiras
Mas ainda sou feliz e busco

Quadros, toalhas e paineiras.

sábado, 15 de setembro de 2012

A Condessa



Naquele calçadão eu sempre passeava.
Eu via uma mulher, alta e linda com pinta de Condessa, que corria e andava.
Ela ao passar por mim veio a tropeçar e cair bem no meu pé.
E naquele momento ela sorriu, e eu percebi que existe a fé.
A estátua de beleza púrpura me convidou até a sua casa, para tomar um café.

Saí da sua casa contente.
Não confessei a ela que estava carente.
À noite fui dormir e não consegui, estava muito quente.

De manhã já estava na calçada do centrão.
Vitrines das lojas, roupas, calçados e televisão.
Com os meus olhos vi na televisão, a minha deusa, a Vênus e atriz em ação.
Não acreditei se era aquela loira do calçadão.
Preciso tratar-me da visão.

Eu no meio da praça.
Escutei alguém gritar o meu nome com um pouco de graça.
Era ela a Condessa e que estava de vermelho.
Ela dizia me abraça...


Clara Liz

  Clara... Dos Ventos Clara... Vidente Clara... Chama da Rosa de vida   C laridade de seus poemas, seus dons artísticos são brilho pa...